Do esquecimento
Quando eu acordo todos os dias são sempre um. Não há um beijo igual ao outro, mesmo que ele seja da mesma pessoa. Não há chuva que caia sempre na mesma direção. Meu carro trafega por muitos caminhos. Choro com lágrimas transparentes embora cada uma tenha sua cor. Nunca compreendi porque roubam minhas palavras. Nunca compreendi meu silêncio e minha respiração. Nunca gostei destas pessoas que não esquecem... Oh meu amigo! A vida é uma só para tanto rancor. Por aí andam dizendo que dá câncer. Stress. As lágrimas caem como pedras e arranham a íris. Íris são delicadas. É uma contradição. (mas) Onde há delicadeza há esquecimento. Oh meu amigo! Eu esqueci o quanto era bom estar por perto! Dê-me um abraço! Hum... Onde há amor, há esquecimento. Oh meu amigo! Como assim? Se é amor é amor! Não. Se é amor é esquecer... São apenas palavras. Palavras se vão quando sopro a fumaça do cigarro. Eu choro. Eu já esqueci. Quando eu durmo todas as noites são sempre uma. Eu tenho cada sonho!
Escrito por Mosquitinho às 19h53
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