Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, Mulher



Histórico


Categorias
Todas as mensagens
 sim, eu escrevi sobre isso!
 ...para um ensaio
 fragmentos soltos
 ...o que há para ser...
 O que os outros têm a dizer?


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 Paulo F.
 Cadú Leite
 Cássia Pires
 Vicente Latorre
 César Ribeiro
 Ivam Cabral
 Simonia Queiroz
 Mário Bortolloto
 Sérgio Sálvia Coelho
 Manoel Mesquita
 Tiago Mine
 Leandro Nith
 Paula Cohen
 Guilherme Solari
 André Auke
 Wooz
 Malu
 Tatiana Caltabiano
 Distitmia Cênica
 ELT
 revista de literatura
 Michelle Ferreira
 Cássia Pires 2
 Conrado
 Carla Kinzo
 Flávia Tavares
 Zeca Rodrigues
 Rafa Tosta
 Grupo XIX de teatro
 Terra Forte


 
Fragmentos para um ensaio


Para compor os silêncios...

A minha estadia por aqui, entre meu nascimento e a minha morte, é dividida em fragmentos de paixões. Sinto uma parcela de vergonha e orgulho por eu ser assim tão vulnerável. Então todas as vezes que chego a desembocar no abismo de uma paixão que parte, eu tenho o costume de passar os dias subseqüentes fazendo os “devaneios dos desamores”, isto é, em palavras mais claras e límpidas, eu faço um balanço racional avaliando porque mais uma vez não deu certo. E claro, digo: “não vou nunca mais cometer os mesmos erros”.  Impossível! (uma risada de canto de boca que sai quase que engasgada). Desta vez estou organizando este turbilhão escrevendo. Às vezes escrevo para compor os meus silêncios, tenho um “que“ de Manoel de Barros...(outra risada tímida!). Engraçado que não tenho escutado os meus silêncios porque embora minha voz não grite, meus pensamentos estão tecendo tratados imensos. Fico exausta com meus silêncios.  Estava numa mesa de bar conversando comigo em pensamento, de repente o menino do olhar triste me diz: “que silêncio Tatá” “sério, eu nem percebi”, eu falava tanto naquele momento que até cansava. 18 dias do ano novo se passaram e eu já tão cansada..



Escrito por Tarcila Tanhã às 14h32
[] [envie esta mensagem] [ ]



"Ele pode estar olhando as suas fotos neste exato momento. Porque não? Passou-se algum tempo. Detalhes se perderam. E daí? Pode ser que ele faça todas as coisas que você faz, escondida. Sem deixar rastro nem pistas. Por escolha ou fatalidade, pouco importa, ele pode pensar em você. Todos os dias. E ainda assim preferir o silêncio. Ele pode reler seus bilhetes, procurar o seu cheiro em outros cheiros. Ele pode ouvir as suas músicas, procurar a sua voz em outras vozes. Quem nos faz falta acerta o coração como um vento súbito que entra pela janela aberta. Não há escape! Talvez ele perceba que você faz falta. E diferença. De alguma forma, numa noite fria. Você não sabe. Talvez ele volte. Ou não."  _ Caio Fernando Abreu



Escrito por Tarcila Tanhã às 14h43
[] [envie esta mensagem] [ ]



 
 

*

É estranho e absolutamente tenebroso o quão uma pessoa, um fato, um abalo, uma tristeza pode nos fazer ir às profundezas de nós mesmos. Mas o mais intrigante é o quão estes mesmos acontecimentos nos fazem lembrar das nossas maiores delicadezas...

 



Categoria: ...para um ensaio
Escrito por Tarcila Tanhã às 19h35
[] [envie esta mensagem] [ ]



Este tempo que não pára, este tempo das encruzilhadas, este tempo de quem não tem tempo, este destempero dos ponteiros do relógio, este afogar-se cotidiano em outros tempos que não o meu...



Escrito por Tarcila Tanhã às 10h59
[] [envie esta mensagem] [ ]



Ausência

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.
Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

- Vinícius de Moraes



Escrito por Tarcila Tanhã às 10h39
[] [envie esta mensagem] [ ]



Ao abrir os olhos pela manhã percebi que estava não invariavelmente triste. Sim, eu pareço ser uma esbanjadora de felicidade e sorrisos, mas aqui dentro corrói uma tristeza singular. Algumas vezes eu sei de onde ela vem, outras eu simplesmente constato, choro e ela se vai sem ao menos explicar o porquê.

Hoje eu sei de onde ela vem... Engraçado.

 Ao abrir os olhos pela manhã... Era tão cedo... você dormia profundamente ao meu lado. Ensaiei várias possibilidades de te acordar sem parecer o despertador desafinado do meio de semana, mas não o fiz... acariciei seus cabelos, lhe beijei as costas...  Engraçado.  Pensei.

Olhei para seu quarto e vi o quanto eu faço parte de tudo aquilo ou não faço parte de nada. Eu não faço parte de tudo aquilo que eu desenhei pra mim mesma: os meus sonhos, as minhas vontades. Eu não consegui realizar nenhuma das coisas que eu mais queria. Eu sei, ainda há tempo. Mesmo o tempo que ainda há gera angústia.

Gosto de ficar bem agarradinha e passaria horas te olhando (se você deixasse e não dissesse “eu fico com vergonha”). Gosto de receber cartas de amor. Eu só sei como é a sua letra porque um dia eu olhei para a sua escrivaninha e vi alguns rabiscos. Gosto de telefonemas tolos de bom dia, boa noite e fazer amor de madrugada. Gosto de saber tudo sobre você. Gosto de você. Gosto de caminhar de mãos dadas, de planejar viagens e tomar sorvete com a casquinha bem crocante. Gosto do meu cachorro e de passear com ele na hora que me dá vontade. Gosto de fazer quem eu amo feliz. Não abro mão disso, por mais que me custe uma dor no peito ou no estômago. Esse é um gosto perigoso. Gosto do risco da paixão sem limites, sem regras.  Ao abrir os olhos pela manhã eu pensei em tudo que gosto e tudo que gosto e não tenho.  Engraçado.

Uma tristeza singular. Um medo do que não virá. Não, não devo fazer planos. Talvez eu tenha de deixar de lado os planos, afinal eu sempre os fiz e fracassei. Deixe, deixe meu amor... como gostar tanto de um bichinho que não quer nada que eu quero?  Esta é a minha contradição. Assim, como pra você “ família feliz já contém a contradição na própria matriz”.  Tenho medo de não regressar de ti ...

Se fosse tão fácil falar de amor quanto se perder nele, estaríamos prontos. Entre o entendimento e a aceitação existe um labirinto onde nos perdemos e andamos ora em zigue-zague ora em círculos, quando muito, em linha reta, sem enxergar o começo e nem sequer o fim. Com ou sem cautela procuramos na nossa ausência o preenchimento no vazio do outro. A minha solidão e a sua monotonia querem um par para dançar. A música toca em meio a perdição, embora entoe lenta e descompassada na maioria dos tempos. Aliás, no tempo nosso, o amor é pretérito imperfeito e futuro do presente. É Romeu, Julieta, Ofélia, Vinícius, Pessoa por Pessoa, é Kahlo quando não se olha. São músicas e letras ressoadas sem Tom e com João. Ausência em par. Ausência de, estado de, ímpeto de, coragem de, apesar de...”ra dançar. A música toca em meio a perdição, embora entoe lenta e descompassada na maioria dos tempos. Aliás, no tempo nosso, o amor é pretérito imperfeito e futuro do presente. É Romeu, Julieta, Ofélia, Vinícius, Pessoa por Pessoa, é Kahlo quando não se olha. São músicas e letras ressoadas sem Tom e com João. Ausência em par. Ausência de, estado de, ímpeto de, coragem de, apesar de...”

 

ra dançar. A música toca em meio a perdição, embora entoe lenta e descompassada na maioria dos tempos. Aliás, no tempo nosso, o amor é pretérito imperfeito e futuro do presente. É Romeu, Julieta, Ofélia, Vinícius, Pessoa por Pessoa, é Kahlo quando não se olha. São músicas e letras ressoadas sem Tom e com João. Ausência em par. Ausência de, estado de, ímpeto de, coragem de, apesar de...”

 São apenas palavras soltas numa manhã de pensamentos.  Não quero  deixar-lhe triste ou confuso. São apenas palavras que me escapam para você me conhecer um pouco melhor. Gosto de te contar alguns segredos.

 



Escrito por Tarcila Albuquerque às 23h28
[] [envie esta mensagem] [ ]



As palavras não me escapam mais... andam sendo engolidas pela minha felicidade!!!!!

 

Em novembro reestréia: Querô- uma reportagem Maldita no Galpão do Folias

Em breve: Pomba Enamorada ou uma História de Amor , de Lygia Fagundes Telles

Em meados de 2010 Medida por Medida, de Shakespeare.

 

 

E no mais a banda está passando e eu aprendendo a tocar tamborim.



Escrito por Mosquitinho às 02h13
[] [envie esta mensagem] [ ]



já estou pensando ... casarei em breve!



Escrito por Mosquitinho às 12h17
[] [envie esta mensagem] [ ]



Do esquecimento

Quando eu acordo todos os dias são sempre um.

Não há um beijo igual ao outro, mesmo que ele seja da mesma pessoa.

Não há chuva que caia sempre na mesma direção.

Meu carro trafega por muitos caminhos.

Choro com lágrimas transparentes embora cada uma tenha sua cor.

Nunca compreendi porque roubam minhas palavras.

Nunca compreendi meu silêncio e minha respiração.

Nunca gostei destas pessoas que não esquecem...

Oh meu amigo! A vida é uma só para tanto rancor.

Por aí andam dizendo que dá câncer. Stress.

As lágrimas caem como pedras e arranham a íris.

Íris são delicadas.

É uma contradição. (mas)

Onde há delicadeza há esquecimento.

Oh meu amigo! Eu esqueci o quanto era bom estar por perto!

Dê-me um abraço! Hum...

Onde há amor, há esquecimento.

Oh meu amigo! Como assim?

Se é amor é amor!

Não. Se é amor é esquecer...

São apenas palavras.

Palavras se vão quando sopro a fumaça do cigarro.

Eu choro. Eu já esqueci.

Quando eu durmo todas as noites são sempre uma.

Eu tenho cada sonho!



Escrito por Mosquitinho às 19h53
[] [envie esta mensagem] [ ]



 
 

Manoel de Barros sempre tem muito a dizer!

Uma estrada é deserta por dois motivos: por abandono ou por desprezo. Esta que eu ando nela agora é por abandono. Chega que os espinheiros a estão abafando pelas margens. Esta estrada melhora muito de eu ir sozinho nela. Eu ando por aqui desde pequeno. E sinto que ela bota sentido em mim. Eu acho que ela manja que eu fui para a escola e estou voltando agora para revê-la. Ela não tem indiferença pelo meu passado. Eu sinto mesmo que ela me reconhece agora, tantos anos depois. Eu sinto que ela melhora de eu ir sozinho sobre seu corpo. De minha parte eu achei ela bem acabadinha. Sobre suas pedras agora raramente um cavalo passeia. E quando vem um, ela o segura com carinho. Eu sinto mesmo hoje que a estrada é carente de pessoas e de bichos. Emas passavam sempre por ela esvoaçantes. Bando de caititus a atravessavam para ir ao rio do outro lado. Eu estou imaginando que a estrada pensa que eu também sou como ela: uma coisa bem esquecida. Pode ser. Nem cachorro passa mais por nós. Mas eu ensino para ela como se deve comportar na solidão. Eu falo: deixe deixe meu amor, tudo vai acabar. Numa boa: a gente vai desaparecendo igual quando Carlitos vai desaparecendo no fim de uma estrada… Deixe, deixe, meu amor. (Manoel de Barros- na minha opinião um dos maiores poetas brasileiros)



Categoria: O que os outros têm a dizer?
Escrito por Mosquitinho às 11h24
[] [envie esta mensagem] [ ]



 
 

Teatro para ninguém

Nesse ano de 2009 fui muito pouco ao teatro. Primeiro porque estive em cartaz durante quatro meses, em segundo porque estive sem dinheiro até para isso. E fiquei chateada por estar perdendo tantas peças. Hoje fiquei pensando que não fui assistir Bob Wilson. Em outros tempos eu teria tentado pelo menos ir até a porta do SESC para conseguir um ingresso. Mas não fui. Preguiça! Na sexta-feira assisti Nunzio, peça produzida pelo Folias que recomendo e muito! (mas não falarei dela... ). Hoje, domingo, passei o dia a ler o diário da Liv Ullman, reli cartas antigas... estava nostálgica... rs.  Resolvi abrir o guia para ir ao teatro no fim da tarde. Fui à Funarte já que é ao lado da minha casa e poderia ir caminhando. Escolhi – Teatro para Pássaros-  Qual o quê?!!!!! Na sinopse dizia ser uma peça que falava sobre teatro. Eu diria que sim, mas o que eu vi é mais ou menos assim: tudo que eu não gosto de ver no teatro!!!!!! Não quero falar mal da peça. Aprendi nestes anos que já é muito difícil fazer teatro e é foda estar ali com tanta gente, ou as vezes quase ninguém te olhando. Mas exatamente porque é tão difícil estar ali que tem de ser sagrado, único, como se fosse a primeira e última vez. Que puxa!!!!! Eu não acreditei em nada do que eu vi. E os atores tinham tudo para falar aos brados, pois falavam de seu próprio ofício. Não falo com alegria isso. Falo com tristeza. É engraçado! Já na primeira fala da atriz eu já soube que não ia gostar. E como tudo estava me incomodando eu prestava atenção em tudo menos na história que eles estavam me contando e que eu havia pagado para ouvir! Lembro que uma vez numa das minhas aulas de estética no Indac, o meu professor disse que quando ia ao teatro e assistia uma coisa ruim ele começava a analisar todos os mínimos detalhes e esquecia a peça... ficava ali olhando os pés, as mãos, as vozes, o cenário, o figurino, enfim... Lembrei dele durante o espetáculo e soltei até um riso de canto de boca. E lembro sempre do que Marco Antônio Rodrigues sempre nos diz: “tem que ser do caralho”. Ninguém quer sair de casa para assistir uma peça legal, quer sair de casa para ser do caralho! Eu devia ter ido assistir o Bob Wilson...



Categoria: sim, eu escrevi sobre isso!
Escrito por Mosquitinho às 23h01
[] [envie esta mensagem] [ ]



Sinto uma brisa. Minhas tardes tem sido ensolaradas. Nem sempre tenho conseguido tomar sol. Ainda sonho.



Escrito por Mosquitinho às 13h17
[] [envie esta mensagem] [ ]



 
 

*

"O Tempo só anda de ida.
A gente nasce, cresce, envelhece e morre.
Pra não morrer
É só amarrar o Tempo no Poste.
Eis a ciência da poesia:
Amarrar o Tempo no Poste!
E respondendo mais: dia que a gente estiver com tédio de viver é só desamarrar o Tempo do Poste"

(Manoel de Barros)

 

Tenho lido muito Manoel de Barros, demorei um pouco para conhecê-lo infelizmente, mas ele faz brotar em mim um encantamento muito grande pelas coisas miúdas.



Categoria: O que os outros têm a dizer?
Escrito por Mosquitinho às 18h33
[] [envie esta mensagem] [ ]



olhar!

"quero que todos os minutos das horas,

 nos segundos mais graves,

nos tempos perdidos, nas horas vagas...

quando aparecer a lua...

estejas sempre a me olhar.

Porque eu não consigo ser mais sem que me olhes...

seus olham fazem brotar a primavera"

 

(por mim para ti)



Escrito por Mosquitinho às 21h25
[] [envie esta mensagem] [ ]



 
 

- no meio do palco-

Havia uma menina sentada em frente a uma janela. Ela ficava a olhar durante horas aquelas pessoas que passavam, as crianças que corriam. De vez em quando saía dali e ia brincar com suas bonecas de pano e criava muitas estórias. Às vezes tocava flauta doce, às vezes brincava de cabaninha, às vezes dormia no meio do caminho. Às vezes sonhava acordada. Nas noites em que os fantasmas não param de aparecer, essa pequena corre para o teatro. Sem pedir licença entra e dá voltas, e mais voltas sem parar. Perde o fôlego. Suspira. Mergulha no meio do palco, olha as luzes, as coxias, percorre os camarins e sonhando senta na ribalta e fica a balançar os pezinhos bem devagar. Sonha acordada!

De repente ela capturava todas as fases da lua e se sentia a Julieta – tu me amas? Sei que responderás que sim e eu acreditarei em tua palavra- .

De repente, era uma bailarina azul, por ora um palhaço que voa e oferece balas aos pássaros.

De repente ela podia ser tudo que sua imaginação quisesse...

Os olhos atentos atrás da cortina esperando o início. O terceiro sinal. As cortinas se abrem. Eu me despedaço em sonhos. A melodia toca. Os olhos entram na caixa preta ou no círculo azul ou na rua cinza. Não importa. Ele acontece em qualquer lugar. Basta acenar e ele já vai entrando. Sirvo uma taça de vinho. Sirvo meus ouvidos, sentidos, boca, tato, paladar, me entrego. Depois do terceiro sinal não se cubra com casacos de veludo. Não ponha óculos escuros. Deixe os olhos sangrarem.

A vida então pede passagem para acontecer. Eu desperto. Sou provocada pela urgência. Corro, dou mais um milhão e duzentas mil voltas. Morro e vivo em uma hora e meia.

De repente a menina está novamente na janela, às mesmas pessoas passam, mas agora tudo está em tons de carambolas azuis.

Que vontade de engolir o mundo! Uma alegria transborda dentro de mim.



Categoria: ...para um ensaio
Escrito por Mosquitinho às 15h51
[] [envie esta mensagem] [ ]




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]